Olha eu aqui com mais uma resenha de um livro que li e que me deixou empolgado.
O livro 90 minutos com Kierkegaard é um ótimo guia para conhecermos melhor aquele que é considerado o pai do existencialismo. Kierkergaard me fascina por uma razão muito simples: Ele foi um filosofo humano. Isto mesmo a filosofia exisencialista de Kierkergaard é fruto da sua própria existencia, do desespero, dos seus conflitos e acima de tudo da sua fé. Não foi a tia que o autor fez questão de declarar – “muto mais plausível é o argumento de que sua miséria pessoal funcionou como um tormento constante, um aguilhão que aumentava o seu sofrimento ao ponto de torná-lo mais intensamente humano”.
Uma das expressões mais fascinantes de Kierkegaard é “o salto da fé” muito usado no seu livro Temor e tremor que por sinal faz uma leitura filosofica da fé de Abraão. É nesta sua obra que encointramos a sintese poposta por Kierkegaard para a estética e a é a ética – A religião. Segundo ele a fé está acima de tudo isto, tanto que é possivel haver uma “suspensão teleológica da ética”.
Este livro “90 minutos...” me deixou mais empolgado para fazer outras leituras de Kierkegaard, dentre elas: Diário de um sedutor e Desespero humano. Logo, logo vocês terão uma resenha destas obras.
Deixo agora alguns fragmentos de “90 minutos com Kierkegaard” E antes que eu me esqueça: Parabéns a Paul Stratern.
Destaques da minha leitura
- Ele não escreveu sobre o mundo, mas sobre a vida — sobre como vivemos e como escolhemos viver.
- O desespero era parte da condição humana
- Todos sofremos (ou gozamos) a mesma situação: a condição humana
- Muito mais plausível é o argumento de que sua miséria pessoal funcionou como um tormento constante, um aguilhão que aumentava o seu sofrimento ao ponto de torná-lo mais intensamente humano.
- Fundamentalmente sugeriu que há duas maneiras de viver a vida: a estética e a ética. Cada indivíduo tem oportunidade de fazer uma escolha entre as duas. Aí estão as sementes do existencialismo
- Ao aceitar que estamos “fadados”, rejeitamos a responsabilidade por nosso próprio destino individual
- Em quase todas as instâncias ele viveu pessoalmente os estados mentais, argumentos, angústias e desesperos que descreve.)
- Ali onde o indivíduo estético meramente aceita-se tal como é, o indivíduo ético procurar conhecer e mudar a si mesmo por escolha própria
- O indivíduo ético busca conhecer a si mesmo e tenta transformar-se em algo melhor — ele busca tornar-se um “eu ideal”
Por um processo dialético, essa própria insatisfação em relação ao ético traz agora um terceiro ponto de vista que é uma síntese dos dois opostos anteriores: o estético e o ético. A isso Kierkegaard chama religião, de que tratará na sua obra seguinte, Temor e tremor
- A fé liga o indivíduo a algo superior, que é a própria essência de tudo quanto é ético.
- Abraão se dispõe a seguir a ordem de Deus, independente da repugnância que possa sentir por semelhante ato. Nisso está levando uma vida no nível religioso, que é superior à vida ética porque tem fé na divindade da qual o ético se origina
- Subjetivamente, muitas vezes descobrimos nosso propósito na vida através de um salto irracional da fé que pouco ou nada tem a ver com o ético
- A verdade objetiva depende do que é dito. A verdade subjetiva, por outro lado, depende de como se diz uma coisa.
- A noção de verdade subjetiva de Kierkegaard equivale à sinceridade, só que um pouco mais além. Envolve um apaixonado compromisso interior.
- Cada indivíduo é, em certa medida, o criador do seu próprio mundo. E cria seu mundo em função dos valores que tem.
- Vemos o mundo do jeito que vemos em função do que pretendemos fazer com ele
- Como percebeu Kierkegaard, o indivíduo vê o mundo que quer ver, o que depende dos valores que escolheu previamente, aqueles segundo os quais ele vive, que fazem dele o que ele é.
- A liberdade nada tem a ver com a filosofia. É uma questão psicológica, que depende de nossa atitude ou estado mental. Nosso estado mental nos faz compreender nossa liberdade.
Em abril de 1848 Kierkegaard teve uma experiência religiosa. - - --- “Toda a minha natureza mudou”, escreveu no diário. Percebeu que apenas seu amor por Deus poderia protegê-lo da preocupação excessiva consigo mesmo.
- A única maneira de um indivíduo escapar ao desespero é “optar pelo seu próprio eu” e dar o salto da fé
“...perdeu a vontade de viver. Mas nunca perdeu a fé.”
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